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No setor de imóveis será difícil um ano como 2013

O Estado de S. Paulo

Em contraste com o comportamento inexpressivo da economia brasileira em 2013, tanto os lançamentos de imóveis novos como a comercialização apresentaram, no ano passado, números exuberantes – crescimento, respectivamente, de 16,4% e de 23,6%, em comparação com 2012. É o que diz o balanço do setor imobiliário do Município e das cidades da região metropolitana de São Paulo.

Há duas explicações para a expansão do mercado: a primeira é a base de comparação, pois 2012 foi um ano fraco para o setor de imóveis, às voltas com problemas que iam desde a entrega das unidades, atrasadas em razão da escassez de mão de obra qualificada, até a superestimada capacidade de produção de algumas grandes empresas. A segunda foi a conclusão de obras postas à venda em 2013. Empresas capitalizadas, que puderam esperar para colocar as unidades no mercado, buscaram beneficiar-se das altas de preços adiando as vendas.

O aspecto mais negativo foi mencionado pelo presidente do sindicato da habitação (Secovi), Cláudio Bernardes: a evolução nominal dos preços dos imóveis foi da ordem de 20%, em 2013, enquanto a alta real, descontada a inflação, foi estimada pelos técnicos da entidade em 10,7%, em média. Essa alta de preços limita a expansão do mercado imobiliário – e é provável que ela se repita, neste ano.

A principal evidência das limitações do poder aquisitivo dos compradores está na dimensão das unidades: dobraram, em um ano, as vendas de apartamentos de um dormitório, de 4,2 mil para quase 8,4 mil. E esses apartamentos alcançaram uma participação de 25% nas vendas totais, em relação aos 15% registrados no ano anterior.

A projeção para o mercado imobiliário, em 2014, é de estabilidade, ou seja, de preservação de um ritmo apenas satisfatório de atividade. Não é o que o setor aprecia, mas poderá ser inevitável.

Não é que faltem recursos para financiar produtores e mutuários, pois as cadernetas continuam a bater recordes de captação. Os inimigos do mercado são a inflação, que reduz o poder de compra dos salários, a dificuldade de achar áreas edificáveis, em especial nos grandes centros, e as incertezas no plano macroeconômico.

Essas incertezas afetam tanto construtores, que hesitam em lançar empreendimentos, como mutuários, que temem pela instabilidade das empresas onde trabalham ou prestam serviços.

Dialogo sobre Contratação de Profissionais Estrangeiros

Ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República esclarece, em carta enviada ao Clube de Engenharia, que não há planos para programas de incentivo à vinda de engenheiros estrangeiros para o Brasil.

Clube de Engenharia

O Clube de Engenharia recebeu, dia 5 de fevereiro, carta do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Côrtes Neri, em resposta ao documento enviado pelo Clube no dia 29 de janeiro. O motivo da comunicação do Clube de Engenharia foram declarações do ministro em defesa da vinda de engenheiros estrangeiros para o Brasil com o objetivo de solucionar uma suposta falta de mão de obra qualificada. O Clube evidenciou a importância da defesa do mercado de trabalho dos engenheiros brasileiros e das empresas de engenharia no Brasil, não fechando as portas à inteligência dos engenheiros de outros países, mas cobrando uma estratégia inteligente. O documento aprovado pelo Conselho Diretor apontou, ainda, que os profissionais estrangeiros conhecem e trabalham com fornecedores também de fora e alertou: “Se queremos fortalecer a indústria e o emprego industrial, devemos manter as empresas nacionais de serviços relacionados com a engenharia e seus profissionais”.

O ministro Marcelo Côrtes Neri destaca em sua carta que para a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República é claro que o caso dos engenheiros é diferente do dos médicos e que não pretende replicar o programa Mais Médicos para as engenharias. “Como temos afirmado, enquanto a demanda por engenheiros pode ser concentrada nos centros mais dinâmicos de sua atividade, com a medicina é diferente: é preciso haver médicos onde quer que haja pessoas”, esclarece. O ministro informa, ainda, que não houve proposta para induzir a vinda de engenheiros estrangeiros para o Brasil, “mas sim ações horizontais para racionalizar e diminuir as excessivas barreiras à contratação de profissionais estrangeiros qualificados em geral, dificultada por resquícios de uma legislação defensiva já superada pelas enormes transformações que o Brasil e o mundo experimentaram desde a sua criação”.

Bacia de Campos atrai investimentos imobiliários de cerca de R$ 385 mi

A construtora capixaba Lorenge entrará no mercado do Rio de Janeiro neste ano com dois empreendimentos –em Macaé e em Campos dos Goytacazes– que demandarão cerca de R$ 385 milhões.

A empresa atua hoje em sete cidades do Espírito Santo. “O Estado é pequeno. Até temos como continuar crescendo nele, mas em um ritmo menor do que desejamos”, diz o presidente da companhia, José Élcio Lorenzon.

“Decidimos trabalhar outro mercado justamente porque precisamos expandir o negócio, e o Rio tem uma cultura mais próxima da nossa.”

A Bacia de Campos e os negócios petrolíferos da região também atraíram a empresa.

A construtora passará a destinar a maior parte de seus projetos para as classes A e B. Nos últimos anos, ela focou no segmento econômico.

“As classes altas são menos influenciadas pelos movimentos econômicos”, diz.

“Quando você assina um contrato com um consumidor de renda mais baixa, é comum que, depois de 30 meses, ele não consiga concluir o financiamento.” Em 2013, 15% dos clientes da empresa desistiram de negócios que já haviam sido fechados.

O projeto que será lançado em Campos será um condomínio residencial de alto padrão, no qual serão investidos cerca de R$ 70 milhões.

Em Macaé, serão R$ 315 milhões em um empreendimento com dois hotéis, dois prédios comerciais, quatro torres residenciais e um shopping com 60 lojas.

Alphaville vai privilegiar margens

Chiara Quintão

Embora haja no mercado informações de que os novos acionistas de Alphaville Urbanismo – as gestoras de privateequity Pátria Investimentos e Blackstone Real EstateAdvisor – tenham a intenção de imprimir um crescimento mais acelerado à empresa, o presidente da loteadora, Marcelo Willer, afirma que a diretriz de expansão moderada, com privilégio das margens, continua mantida. “Os novos acionistas estão completamente afinados com este caminho. A Blackstone vê valor muito mais na qualidade da margem do que no tamanho da empresa”, diz Willer.

Não há meta oficial de lançamentos para 2014, mas o patamar deve ser da ordem de 10% em relação ao R$ 1,46 bilhão realizado no ano passado. “Queremos fazer lançamentos somente onde a demanda está muito boa. Nem sempre aprovações e terrenos estão nos mesmos locais da demanda”, afirma o executivo.

No momento, Alphaville decide os detalhes do cronograma para submeter seus projetos à aprovação por parte dos órgãos reguladores. A loteadora está se empenhando para obter todas as licenças ambientais concedidas por órgãos estaduais até julho, segundo Willer, para evitar atrasos no cronograma decorrentes de este ser um ano de eleições. A empresa define também opções de projetos àqueles em que há risco de as licenças não saírem nos prazos esperados.

Dependendo do Valor Geral de Vendas (VGV) dos projetos aprovados, pode haver variação de cinco pontos percentuais para cima ou para baixo nos lançamentos em relação à estimativa preliminar de cerca de 10% de crescimento neste ano, de acordo com o executivo.

Nos três últimos meses do ano passado, a empresa lançou R$ 851,73 milhões, o correspondente a 58% do total do ano. A concentração deveu-se, segundo Willer, a prazos mais longos que os esperados para a obtenção de licenças e resultou no aumento dos estoques. Alphaville encerrou o quarto trimestre com estoques de R$ 1,26 bilhões, 19,6% superior ao do quarto trimestre.

O executivo afirma que a empresa monitora, permanentemente, seus estoques, dos quais 60% se referem a unidades em construção. Neste mês, Alphaville centrou suas atenções na venda de unidades estocadas e registrou o melhor janeiro de sua história. O primeiro lançamento de 2014 ocorrerá em fevereiro, em João Pessoa, com VGV de R$ 93 milhões.

Do total de lançamentos da empresa, cerca de 65% de projetos terá a marca Alphaville (destinada às classes A e B+) e 35%, a marca Terras Alphaville (para compradores das faixas de renda B e B-). A atuação no segmento econômico, prevista, inicialmente, para o segundo semestre do ano passado foi postergada para 2014, em função da já prevista mudança de controle de Alphaville. Conforme o presidente da loteadora, a expansão esperada para este ano não leva em conta os lançamentos econômicos.

Até agora, a desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira não afetou as vendas das unidades de Alphaville, de acordo com o executivo.

Desde que os novos donos assumiram Alphaville em dezembro, começou o processo de separação do backoffice (contas a pagar e a receber, contabilidade e controladoria) da empresa dos serviços da Gafisa, que controlava a loteadora até então. O processo de montagem dessa central de serviços é liderado por Guilherme Puppi, diretor financeiro e de relações com investidores da loteadora. A empresa deu início à contratação de 100 pessoas e alugou mais um andar do prédio de grandes lajes corporativas em que está situada, na zona Sul de São Paulo. Até que a reforma do novo andar seja concluída, Alphaville pagará à Gafisa, que possui 30% da loteadora, pela prestação dos serviços de backoffice.

Futuramente, o capital de Alphaville poderá ser aberto, mas não há “nada no horizonte”, de acordo com Willer. “Os acionistas não têm pressa em desinvestir na empresa”, diz o executivo.

Estudos para novos acessos à Ponte

Empresa que vencer licitação no próximo ano deverá construir viaduto de ligação com a Linha Vermelha e mergulhão em Niterói

Prisca Fontes

Estudos para novos acessos à Ponte Rio-Niterói foram divulgados. Foto: Arquivo

O Ministério dos Transportes publicou ontem, no Diário Oficial da União, um chamamento público para empresas privadas elaborarem estudos para dois novos acessos à Ponte Rio – Niterói: um viaduto que vai ligar a Ponte diretamente à Linha Vermelha e um mergulhão na Avenida Feliciano Sodré, no Centro, passando sob a Praça da Renascença. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério, no ano que vem será aberta uma nova licitação para concessão da Ponte, e a empresa vencedora usará o estudo para ampliar os acessos e desafogar o tráfego da via.

As empresas interessadas em fazer o estudo têm dez dias para protocolar o requerimento de autorização perante o Ministério dos Transportes. Após a seleção, os escolhidos terão 120 dias para entregar os projetos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além do viaduto e do mergulhão, poderão ser incluídas outras intervenções relevantes para a fluidez do tráfego na Ponte, nas vias de acesso e região.

Os projetos serão avaliados pelo órgão e um será escolhido para ser colocado em prática pela empresa que vencer a licitação da concessão da Ponte, prevista para o próximo ano, quando o contrato do Grupo CCR expirar. Apenas o estudo vencedor será remunerado.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério, chamar empresas privadas para elaborarem estudos para novos investimentos é uma nova tendência do órgão.

Os estudos devem considerar as demandas atual e futura de veículos nas vias de acesso e nas vias adjacentes, pesquisa origem e destino dos usuários, obras requeridas e seus custos associados, programas de manutenção, conservação, inspeção, monitoramento e custos associados, equipamentos, dispositivos e sistemas necessários para a operação da via, sinalização marítima, estudos e relatórios sobre os impactos que a obra deverá causar ao meio ambiente.

A assessoria não soube informar se será cobrado pedágio nesses novos acessos, no entanto, destacou que a empresa que fizer o estudo vencedor não terá preferência para a concessão da Ponte e, se tiver interessada, deverá participar da licitação.

Participação – O Grupo CCR informou, por meio de nota, que pretende participar do chamamento do Ministério dos Transportes para elaboração dos estudos e que a empresa se sente confortável em participar de todas as iniciativas necessárias voltadas a uma nova concessão da Ponte Rio-Niterói.

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