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Bum, bum, bum

Eduardo Paes tinha previsto que não seriam necessárias novas implosões na Perimetral. Pensava que a demolição restante poderia ser feita manualmente. Só que técnicos decidiram implodir, no Domingo de Páscoa, um trecho de uns 500 metros na Praça Mauá.

Gávea quer parque em área abandonada há 20 anos

Terreno tem 8 mil m² e pertence a uma rede de supermercados. Projeto de lei propondo o uso público do local será votado por vereadores

Moradores da Gávea estão se mobilizando para transformar um terreno pertencente a uma rede de supermercados, que está abandonado há 20 anos, em uma área de lazer. Eles querem transformar a área de 8 mil m² em um parque aberto ao público no bairro, que é conhecido pelas suas ruas bucólicas e bem arborizadas. Um projeto de lei está tramitando na Câmara de Vereadores para que a ideia se torne realidade.

O projeto é do vereador Marcelo Queiroz (PP) e será colocado em pauta para votação até o fim desse mês. Caso consiga a aprovação, o político pretende reunir representantes de moradores e comerciantes da Gávea para selecionar a melhor solução arquitetônica e paisagística. Segundo a Associação de Moradores da Gávea (Amagávea), a rede de supermercado foi impedida de explorar a área devido a uma legislação que limita a construção de prédios comerciais ou residenciais no local.

 

Terreno, na Rua Marquês de São Vicente, está sem uso: moradores dizem que ele atrai ratos e insetos Foto: Marco Antônio Cavalcanti / Agência O Dia

 

“Usar esse espaço para construir um condomínio ou um supermercado inviabilizaria ainda mais o trânsito na Gávea. A ideia é unir a população para criar um espaço que todos possam usufruir”, explicou o vereador. Nas redes sociais, o projeto já ganhou apoio de mais de 5 mil moradores. “Nada melhor para a Rua Marques de São Vicente! Antes tarde do que nunca. Um parque já! Nada de mercados ou supermercados para congestionar ainda mais esse lugar! Eu apoio o parque”, publicou o internauta Otto Brautigam.

Alguns usuários também criticam a atual situação do terreno. “Fui moradora da Gávea por muitos anos e ainda trabalho no bairro, passando por esse local quase todos os dias. O terreno e suas ruínas servem, há mais de 15 anos, de criadouro de ratos e de mosquitos. Não devemos, nem cidadãos nem Poder Público, conviver com esse tipo de abandono”, manifestou Beatriz Berro Marins.

Criado na Gávea, o estudante Thiago Almeida, de 23 anos, apoia a iniciativa. “Acho que a gente tem que aproveitar o potencial natural aqui do bairro. Vai valorizar muito o espaço. É muito mais agradável ir a um parque do que a um supermercado”, disse.

 

Ganhou a Queiroz Galvão

A Rádio Canteiro de Obra diz que o consórcio da Linha 4 do metrô do Rio até a Barra, liderado pela Queiroz Galvão, sempre torpedeou o projeto do famoso arquiteto Santiago Calatrava para a ponte estaiada sobre a Lagoa da Tijuca. O projeto do espanhol, como se sabe, terminou sendo abandonado “para não atrasar as obras”. Perdeu a cidade.

Dilma visita Galeão e Linha 4

Presidenta vai vistoriar obra do Metrô e participar de assinatura de concessão do aeroporto

A presidenta Dilma Rousseff estará no Rio hoje para participar de dois eventos. O primeiro será às 9h, quando ela acompanhará a assinatura do contrato de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. Ainda pela manhã, Dilma vai conferir o andamento das obras da Estação São Conrado da Linha 4 do Metrô.

Em relação ao Galeão, a missão dos novos donos da principal porta de entrada da Cidade Maravilhosa não permite turbulências. A construção de 26 pontes de embarque e de estacionamento com capacidade mínima para 1.850 veículos e a correção de problemas que atormentam usuários, como acesso ruim à internet, escadas rolantes quebradas e falta de tomadas, são apenas algumas das obrigações que a concessionária Aeroporto Rio de Janeiro assume a partir de hoje. Às 11h, a empresa assina com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o termo de concessão do aeroporto, válido por 25 anos.

Melhorias no Aeroporto Internacional Tom Jobim estão previstas para ficarem prontas até a Copa do Mundo Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

O consórcio, que arrematou o aeroporto no leilão de novembro passado por R$ 19 bilhões, é formado pela Odebrecht Transport, Changi Airports, responsável pela operação do aeroporto de Cingapura, considerado o melhor do mundo, e a estatal Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

A proposta vencedora derrotou a concorrente CCR, que no Rio de Janeiro já administra a Ponte Rio-Niterói, a Via Dutra e as barcas.

Em comunicado enviado ontem, a Infraero procura dissipar as nuvens carregadas que costumam nortear a opinião de especialistas sobre supostos atrasos nas obras do Galeão, iniciadas em 2008. Embora a reforma do Terminal 1 ainda esteja pela metade, não há riscos de o aeroporto não atender ao aumento de demanda de passageiros durante a Copa do Mundo, em junho, segundo a empresa.

As obras do terminal 2 terminam este mês. A estatal estima que, finalizados os dois terminais, a capacidade anual de passageiros saltará dos atuais 17 milhões para cerca de 30 milhões — número que não assusta o professor Elton Ferreira, especialista da UFRJ: “Acredito que o aeroporto vai suprir bem essa demanda”.

Os representantes da concessionária não quiseram comentar ontem as primeiras medidas previstas para a operação do Tom Jobim e que integram o Plano de Ação Imediata (PAI) elaborado pela Infraero. “Há muita coisa que precisa ser feita nesse aeroporto”, disse a funcionária pública Fernanda da Rosa, usuária frequente do Galeão. “É um absurdo que um aeroporto tão importante não tenha uma internet sem fio decente e às vezes fique sem refrigeração adequada.”

Em São Conrado, plataformas e túneis

Se o trânsito caótico da cidade não atrapalhar, a presidenta da República chagará às 11h ao canteiro de obras da estação São Conrado da Linha 4 do Metrô, na estrada da Gávea, onde a estarão aguardando o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. No local, Dilma poderá conferir a construção das plataformas para passageiros e as escavações de corredores de acesso à estação. Estas últimas já em fase final, segundo a concessionária Rio Barra.

Na área externa do canteiro, estão em construção dois dos três acessos da estação — um na Avenida Niemeyer (mais perto da Rocinha) e outro na Avenida Aquarela do Brasil.

O terceiro ponto de acesso à estação São Conrado, na Estrada da Gávea, ainda não saiu do papel, segundo a concessionária, porque o terreno permanece sendo preparado para também receber uma subestação de energia elétrica.

A Linha 4 do Metrô vai ligar Ipanema à Barra, passando por São Conrado, que terá estação na Rocinha Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2016, a Linha 4 do Metrô, ligando a Barra da Tijuca a Ipanema, ao longo de 16 quilômetros de trilhos, deverá transportar cerca de 300 mil pessoas diariamente. Em janeiro deste ano, foi concluída a escavação dos cinco quilômetros do segundo túnel (chamado de bitúnel) de ligação entre São Conrado e a vizinha Barra da Tijuca.

A concessionária Rio Barra estima que a operação plena da Linha 4 vai tirar de circulação dois mil carros por dia nos horários de pico. Além de São Conrado, a linha terá outras cinco estações: Jardim Oceânico, Gávea, Antero de Quental (Leblon), Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz (Ipanema).

Jogo jogado

Depois de dois anos e oito meses como presidente da Empresa Olímpica Municipal, a economista Maria Sílvia Bastos Marques vai deixar o cargo.

Ela considera concluída sua tarefa na prefeitura e pretende retomar à iniciativa privada. De qualquer forma, Maria Sílvia, que ficará mais um mês no cargo para fazer uma transição tranquila, continuará participando do projeto olímpico. Será uma espécie de assessora do prefeito Eduardo Paes.

Segue

Para o lugar de Maria Silvia, vai Joaquim Monteiro de Carvalho, de família tradicional e um dos fundadores do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido.

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