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Novos critérios de qualidade para edificações

Em vigor desde 19 de julho, a NBR 15.575 – Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais – cria novo patamar de qualidade para empreendimentos construídos no Brasil. A NBR 15.575 estabelece parâmetros obrigatórios para que as novas construções propiciem, por exemplo, maior conforto térmico e acústico aos moradores. A construção civil é um dos setores que mais movimentaram a economia fluminense nos últimos anos.

Deve haver um nível mínimo de isolamento acústico, de tal forma que os ruídos de uma descarga sanitária não sejam ouvidos no apartamento vizinho, por exemplo. E será necessário controlar o excesso de radiação solar no imóvel. Esses novos parâmetros vão impactar, também, na indústria de fornecedores das construtoras, pois vão exigir melhora no material de parte dos componentes disponíveis hoje no mercado, destaca Roberto da Cunha, supervisor técnico do Centro de Referência da Construção Civil do SENAI Tijuca. Ou seja, fabricantes de blocos de concreto e cerâmicos, de tubulações, e de placas cerâmicas para pisos e paredes também terão que se adequar à nova norma.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann, a modernização é fundamental: “A norma foi discutida pelo setor e sindicatos durante um ano. Ela é necessária para melhorar a qualidade dos imóveis, especialmente em termos de sustentabilidade, e motivará, sem dúvida, o aperfeiçoamento dos materiais e processos construtivos”, avalia. Segundo cálculos do sindicato, o custo dos empreendimentos será onerado em torno de 7%. Kauffmann, que também preside o Conselho da Indústria Construção da FIRJAN, ressalta que as mudanças só valem para projetos com entrada posterior a 19 de julho nos órgãos públicos competentes.

CONFORTO COMO PARÂMETRO

Relatório técnico do Estudo de Tendências Tecnológicas realizado pelo Sistema FIRJAN em maio já apontava a preocupação dos Fotos: Guarim de Lorena Ércio Thomaz em workshop promovido pelo Sistema FIRJAN para empresários do setor empresários da construção civil com sistemas como mapeamento acústico das cidades e sombreamento de fachadas. Os resultados desse estudo somados à pesquisa desenvolvida em parceria com a FGV Projetos estão servindo de insumo para que o Sistema FIRJAN elabore novas estratégias de apoio à construção civil.

A NBR 15.575 estabelece níveis de desempenho obrigatório sob o ponto de vista do conforto de quem mora no imóvel. A norma permite soluções ilimitadas para atingir os padrões estabelecidos em itens como os sistemas estruturais; de piso; de vedações internas e externas; de coberturas; e hidrossanitários. “A plena implantação da norma resultará no domínio técnico e tecnológico do setor sobre o produto construído, desde a sua concepção até a sua demolição”, acredita Cunha.

ORIENTAÇÃO PARA CONSTRUTORAS

Atento a fatores que impactam a competitividade da indústria, o Sistema FIRJAN tem se colocado como um espaço para o debate e a disseminação das novas diretrizes do setor. Para tanto, realizou em 15 de agosto um workshop com especialistas para discutir impactos técnicos e jurídicos da NBR 15.575.

Ércio Thomaz, doutor em Engenharia e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi um dos que falou aos 200 participantes sobre o tema. “A Norma de Desempenho não entra no mérito se a parede tem três ou quatro centímetros, mas se o isolamento acústico está dentro dos requisitos. Ela pede resultado”, exemplificou. “Eventos desse tipo são fundamentais para alinhar o discurso do setor”, analisou o diretor de Projetos da Larq Arquitetura, Wagner Fonseca.

Roberto da Cunha destaca que outro gargalo a ser superado é a rede nacional de laboratórios, que terá que atender aos ensaios requeridos pela norma. Por isso, o SENAI do Rio, em conjunto com SindusconRio, está mapeando as necessidades das empresas para oferecer novos serviços ao setor. O SENAI também lançou, em julho, um programa de capacitação para atualização dos professores do curso Técnico em Edificações, e está adequando sua grade curricular à norma.

PROCESSO DE ADEQUAÇÃO

Para o supervisor do SENAI, o maior desafio em relação à NBR 15.575 será a adequação às questões relativas ao desempenho térmico e acústico dos edifícios. Cunha alerta que será preciso capacitar projetistas.

Carlos Borges, diretor Técnico da Construtora Tarjab, coordenou a Comissão de Estudos da Norma de Desempenho em 2008 e não tem dúvidas de que a iniciativa aumentará a qualidade das habitações. Para ele, a melhoria se dará porque o documento cobra um resultado que depende de todos os agentes envolvidos em uma obra, o que força a cadeia a se organizar. “Todos são sócios do desempenho, que engloba “A norma foi discutida pelo setor e sindicatos durante um ano. Ela é necessária para melhorar a qualidade dos imóveis e motivará, sem dúvida, o aperfeiçoamento dos materiais e processos construtivos” Roberto Kauffmann Presidente do Sinduscon-Rio projeto, fabricantes de materiais e consumidores, responsáveis pela manutenção correta”, diz ele, que foi palestrante do workshop realizado pelo Sistema FIRJAN.

Borges explica que a norma é constituída por três grandes grupos: segurança, habitabilidade e questões ambientais. Em habitabilidade, o diretor da Tarjab concorda com Cunha: adaptar as construções aos critérios de conforto térmico e acústico será a questão mais trabalhosa. Na área ambiental, um ponto importante é a Vida Útil do Projeto (VUP), que deverá ser definida pelos projetistas já pensando no uso do imóvel.

MARCO PARA O SETOR

No workshop, Borges compartilhou o caso da Tarjab, que trabalha com empreendimentos de médio e alto padrões. Na empresa, está sendo desenvolvida uma tabela para definir como atender aos critérios quantitativos, qualitativos e de ensaios da norma, assim como evidenciar ao mercado como isso está sendo realizado.

Marcelo Parente, diretor da Construtora Santa Isabel, avaliou: “A norma muda completamente as responsabilidades dos construtores e arquitetos. Vivemos um momento em que é preciso registrar os processos e as boas técnicas, não apenas praticá-las”.

Na avaliação de Cunha, a norma qualifica técnica e tecnologicamente os agentes da cadeia produtiva do setor, alinhando o Brasil com o que está sendo realizado pelos países mais desenvolvidos: “A NBR 15.575 gera um produto de melhor qualidade e mensurável por meio de critérios de desempenho. É um marco para o setor e o mercado está se preparando para esse novo conceito”.

Origem: Informativo Carta da Indústria Ano XIII, Número 617, 23 a 29 de agosto de 2013

Grupo Algar anuncia novo bairro para 5,6 mil pessoas com investimento de R$ 85 mi

Fernando Boente

A criação de um novo bairro com infraestrutura em Uberlândia, o Granja Marileusa, foi anunciada, na tarde desta quarta-feira (28), pelo Grupo Algar. Apoiado pelo Executivo municipal, o grupo empresarial vai investir cerca de R$ 85 milhões para abertura de vias pavimentadas, rede de água e esgoto, energia elétrica subterrânea, banda larga, câmeras de segurança, entre outros, em uma área de 750 mil m². O espaço foi parcelado recentemente e está localizado nos limites da avenida Floriano Peixoto, logo após o Alto Umuarama, na zona leste da cidade. A pretensão é que, em parceria com incorporadoras, mais de 1,5 mil unidades residenciais, entre casas e apartamentos, sejam construídas na localidade para 5,6 mil habitantes.

Grupo empresarial vai investir cerca de R$ 85 milhões em obras de infraestrutura em uma área de 750 mil m²

Desenvolvido por acionistas do grupo há cerca de três anos, o bairro Granja Marileusa, além de moradias, será estruturado para comportar comércio, serviços e inúmeros espaços de convívio como ciclovias, cinema, restaurantes, hotéis, escolas e áreas verdes, por exemplo. Tudo isso, conforme Thomaz Assumpção, diretor-presidente da Urban Systems, contratada para a realização do plano, no intuito de resgatar o conceito de convívio entre as pessoas, onde elas poderão morar, viver e trabalhar. “Faremos uma intervenção no crescimento da cidade, hoje focado na zona sul, implantando uma nova lógica de bairros ou cidades inteligentes”, disse.

Até o momento, acordos com a urbanizadora Alphaville e com a Realiza Construtora já estão fechados, para a edificação de três condomínios. Levando em conta trâmites burocráticos, há a previsão de que os primeiros imóveis comecem a ser vendidos ainda no início de 2014. Já para a conclusão de todas as etapas da proposta, dependendo da participação do mercado, a projeção aponta a necessidade de ao menos três anos.

O bairro Granja Marileusa foi idealizado, segundo a vice-presidente de Marketing e Sustentabilidade do Grupo Algar, Eliane Garcia Melgaço, pelo fundador do grupo, Alexandrino Garcia. “É um sonho antigo da família, uma retribuição para a cidade que acolheu meu avô (Alexandrino Garcia)”, disse, lembrando que o empreendimento não se trata de uma propriedade fechada e, sim, de um bairro aberto à população.

Acessibilidade e expansão

Mesmo com uma infraestrutura que prevê ciclovias, ultrabanda larga, wi-fi grátis a céu aberto, câmeras de vigilância, entre outros, o bairro Granja Marileusa foi projetado para abrigar habitantes de diferentes poderes aquisitivos, afirma Thomaz Assumpção, diretor-presidente da Urban Systems, parceira do Grupo Algar para a realização do projeto.

“Foi pensado a partir da análise de mercado e demanda das diversas camadas sociais e suas capacidades de endividamentos e pagamento. Então, teremos produtos para poderes de compra diversos”, afirmou.

Segundo a vice-presidente de Marketing e Sustentabilidade do Grupo Algar, Eliane Garcia Melgaço, após a finalização da primeira etapa, que pode ocorrer em até três anos, já há uma área reservada para a expansão do bairro, se for necessária. No entanto, ainda não há especificações sobre essa possível ampliação definidas. Ainda conforme Eliane Melgaço, há a ambição do Grupo Algar em levar todas as empresas do grupo para o bairro Granja Marileusa.

Veja a galeria de fotos do projeto da Granja Marileusa.

Perspectiva mostra detalhes de como vai ser o novo bairro (Foto: Divulgação)

Perspectiva mostra detalhes de como vai ser o novo bairro (Foto: Divulgação)

Custo da Construção desacelera para 0,74% em julho, indica FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) desacelerou para alta de 0,73% em julho, após avanço de 1,96% em junho, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 6,38% e, em 12 meses, de 7,75%. Tanto preços dos materiais e serviços quanto o custo da mão de obra subiram menos este mês.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,37%, ante 0,58% em junho. A parcela referente a materiais e equipamentos mostrou alta de 0,43%, vinda de 0,54% no mês anterior. A relativa a serviços passou de 0,71%, em junho, para 0,15%, em julho.

Os custos da mão de obra subiram 1,05%, em julho. No mês passado, a taxa havia sido de 3,24%. A desaceleração foi consequência do fim do impacto do reajuste salarial ocorrido em São Paulo, onde a taxa passou de 6,18% para 0,19%. Em Salvador, Brasília e Porto Alegre as taxas apuradas apresentam pequenas variações referentes ainda aos acordos coletivos.

Urban Observatory – uma plataforma comparativa entre cidades de todo o mundo

Numa época caracterizada pela comunicação e transmissão rápida de dados, os avanços tecnológicos (comumente através de objetos de consumo fetiche) nos proporcionam cada vez mais uma enorme quantidade de informações sobre os mais variados assuntos. Entretanto, neste desenfreado deslocamento de dados, a veracidade dos mesmos passa, por vezes, despercebida; algo bastante comum quando buscamos informações sobre cidades e espaços urbanos em geral.

 

Buscando unificar estas informações – solucionando, assim, o problema de dados incertos – e com foco na comparação entre estes dados sobre as cidades, Richard Saul Wurman (criador do TED), em conjunto com Jon Kament (Radical Media) e Jack Dangermon (Esri) criaram o Urban Observatory, uma plataforma que possibilita a comparação entre (até o momento) 16 cidades ao redor do mundo em categorias como trabalho, movimento, pessoas, público e sistemas.

 

O observatório foi lançado fisicamente durante a Esri International User Conference 2013, e percorrerá ainda algumas cidades. Contudo, a plataforma online pode ser acessada por qualquer pessoa, que pode, inclusive, inserir dados de sua própria cidade, contribuindo, assim, para a continuidade do projeto.

Assim começamos há 40 anos

Em meados de 1973 o Brasil ainda vivia em lua de mel com o chamado “milagre econômico”, situação que proporcionou ao país crescimentos anuais muito próximos daqueles que a China passou a exibir nos últimos anos e que só viria a mudar com a crise do petróleo desencadeada pela Guerra do Yom Kippur em outubro daquele ano. E que mergulhou o Brasil em 20 anos de baixo crescimento e alta inflação.

Vivia-se então em pleno sonho do “Brasil Grande” e foi neste meio ambiente que arquitetos dirigentes de 22 escritórios de arquitetura (*) se reuniram em São Paulo, na rua Bento Freitas, nº 306,  numa segunda-feira, 18 de junho, para discutir questões ligadas ao setor e traçar rumos para os escritórios de arquitetura numa economia então em pleno uso de suas potencialidades e que já havia perdido um pouco de sua timidez de país periférico.

Nascia assim a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, inicialmente ABEA, hoje AsBEA, com o objetivo, como está em sua ata de fundação, de “a) cultivar as relações entre escritórios de arquitetura do país e os profissionais da arquitetura; b) postular e amparar perante as autoridades e os poderes públicos, os legítimos interesses de seus associados, visando o desenvolvimento das atividades próprias e da arquitetura e urbanismo do país; c) proporcionar assistência técnica e jurídica a seus associados.” (ver na íntegra)

“É uma história de muitas lutas, muitas dificuldades, mas também de muitas conquistas. E é esta trajetória que vamos começar a contar a partir de agora, numa homenagem aos colegas pioneiros e a todos aqueles que, com sacrifício, dirigiram esta entidade e a fizeram ficar de pé, cada vez mais atuante e mais forte.” – diz Eduardo Sampaio Nardelli, atual presidente da AsBEA.

(*)
Flávio Marinho Rego & Luiz Paulo Conde Arquitetos
M. Roberto Arquitetos S/A
Pontual Associados Arquitetos Ltda
Wit Olaf Prochnik Arquitetura e Planejamento
H.J. Cole Associados S/A Planejamento Empreendimentos
Henrique Mindlin Associados
Botti Rubin Arquitetos S/C Ltda
Maurício Tuck Schneider Arquiteto S/C Ltda
Jorge Wilheim Arquitetos Associados Ltda
Escritório Técnico Júlio Neves S/C Ltda
Croce, Aflalo & Gasperini Arquitetos Ltda
Rino Levi Arquitetos Associados Ltda
Ícaro de Castro Mello Arquitetos Associados
Bonilha & Sancovski Arquitetos S/C Ltda
Arquiteto Joaquim Guedes e Associados
Rosa Grena Kliass Paisagismo, Planejamento e Projetos Ltda
Arquiteto Roger Zmekhol e Associados S/C Ltda
Jorge Zalszupin Arquitetura e Construções Ltda
R.M. Arquitetos Ltda
E.A. Equipe Arquitetos S/C Ltda
Pluric Escritório Pluricurricular de Projetos
Severiano Mário Porto Arquitetos Associados

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