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Editorial econômico: “Comportamentos promissores do mercado imobiliário”

Estudo mostra que a produção de bens de capital para construção cresceu 29,6%, no 1º trimestre, e 58,5%, no 2º trimestre.

Editorial econômico

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo mais que dobraram entre julho e agosto e cresceram 45,8% entre os primeiros oito meses do ano passado e deste ano, segundo o sindicato da habitação (Secovi). Mesmo levando em conta que 2012 foi um ano desfavorável (as vendas caíram 27% em relação a 2011), a recuperação deste ano ganha ímpeto, provocando avaliações favoráveis sobre o investimento imobiliário.

Estudo sobre o investimento no Brasil distribuído ontem pela consultoria LCA mostra que a produção de bens de capital para a construção cresceu 29,6%, no primeiro trimestre, e 58,5%, no segundo trimestre, com previsão de avanço de 8,4% no trimestre junho/agosto. Ou seja, o ritmo já foi mais forte, mas ainda é alto. Segundo o estudo, a construção civil continuará aquecida não só neste trimestre, como também em 2014, em razão da “defasagem de cerca de seis meses a um ano entre o lançamento e o início efetivo das obras”.

A construção civil contribuirá, assim, para uma elevação da ordem de 7% na Formação Bruta de Capital Fixo de 2013, superando as projeções médias de mercado.

Conforme os indicadores do Secovi, a demanda mais expressiva foi para os imóveis de dois dormitórios, que participaram com 44,4% do total de unidades comercializadas entre janeiro e agosto. O ritmo das vendas, tanto nessa faixa como nos imóveis de até três dormitórios, tende a ser favorecido com o maior acesso a recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), inclusive do FGTS. Desde 1.º de outubro, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH, com recursos dos depósitos de poupança, aumentou de R$ 500 mil para R$ 750 mil nas cidades de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília.

O mercado imobiliário apresenta um comportamento bastante favorável, em contraste com a média da economia, que cresce abaixo das expectativas, com fortes oscilações. Para isso contribuiu a evolução mais lenta dos preços pedidos pelos vendedores, que subiram 1,2%, entre agosto e setembro, tanto em São Paulo como na média de 16 cidades, conforme o índice Fipe/Zap Ampliado, da Fipe. Neste ano, os preços médios pedidos subiram 9,8%.

Mais preocupante é a aplicação de ônus adicionais sobre imóveis localizados na capital, onde o tributo municipal (IPTU) de 2014 poderá subir até 30% – para custear a proposta de Fernando Haddad de transferência direta de renda para os usuários de ônibus.

Origem: O Estado de S. Paulo, 5/20/2013

Nova cara para o Galeão

As primeiras melhorias nos aeroportos de Galeão e Confins (Minas Gerais) deverão ser percebidas pelo usuário ainda no primeiro semestre de 2014, até a Copa do Mundo. Serão investimentos em serviços e infraestrutura básica como banheiros, fraldários, iluminação e wi-fi gratuito nos terminais de passageiros. A previsão é que tais melhorias sejam feitas logo após a assinatura dos contratos, marcada para 17 de março.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SÁC), Moreira Franco, se disse convencido de que o leilão será um sucesso, podendo atrair até oito consórcios. Ele aposta num ágio superior a 350%, índice médio da licitação feita no ano passado, quando foram privatizados os aeroportos de Guarulhos (São Paulo), Brasília e Viracopos (Campinas). — Pela experiência com os três aeroportos concessionados, serviços como área de acesso a check-in, banheiros, esteiras, bagagem, toda essa infraestrutura já está sendo modificada e está se sentindo essas modificações. Então, a estimativa que temos é que já se possa sentir resultados na Copa (no caso de Galeão e Confins) — disse Moreira Franco, ao anunciar os detalhes do edital do leilão.

Essas melhorias constarão do Plano de Ações Imediatas, que deve ser entregue ao governo pelo consórcio vencedor 30 dias após a assinatura dos contratos. Parte delas será usada pelo governo como indicador de qualidade dos serviços e servirá de base para os reajustes anuais das tarifas aeroportuárias. Caso os novos administradores dos terminais não atinjam algumas metas de qualidade, podem ter de reduzir as tarifas.

SEM ATRASOS, CONSÓRCIO ASSUME DAQUI A UM ANO

O leilão está marcado para o dia 22 de novembro. Considerando o cronograma que consta do edital, sem percalços jurídicos ou prorrogações de prazos, o consórcio vencedor vai assumir integralmente os aeroportos em outubro de 2014. Até lá haverá um período de transição, em que Infraero e concessionária vão compartilhar a gestão dos terminais.

Se consideradas as possibilidades de prorrogação de cada fase do período de transição, previstas no edital, o concessionário poderá assumir os aeroportos apenas em março de 2015, um ano após a assinatura do contrato.

De uma forma ou de outra, durante a Copa, a Infraero ainda estará à frente da administração dos aeroportos, para evitar transtornos durante o evento. Galeão e de 30 anos, no de Confins, ao longo dos quais os consórcios vencedores deverão investir R$ 9,2 bilhões (R$ 5,7 bilhões no aeroporto carioca e R$ 3,5 bilhões no mineiro).

O lance mínimo para o Galeão será de R$ 4,8 bilhões e de R$ 1,1 bilhão para Confins, um total de R$ 5,9 bilhões. Vencerá a disputa quem oferecer a maior outorga. Perguntado se esperava um ágio maior que o obtido no leilão passado, Moreira respondeu:

— É claro, é a expectativa. Para especialistas, porém, a manutenção da restrição à participação dos atuais concessionários de aeroportos no leilão, que deve ser inferior a 15%, pode contribuir para um ágio menor.

A avaliação é que a medida deixou de fora investidores de peso, como os fundos de pensão das estatais, que, via Invepar e construtora OAS, administram Guarulhos.

— A sensação é que não haverá ágios tão elevados. Os players mais agressivos foram os que entraram na primeira rodada — disse o sócio da Consultoria Bain & Company, André Castellini.

Na visão do pesquisador de Transporte Aéreo da Coppe-UFRJ Elton Fernandes, a justificativa do governo para manter a restrição aos vencedores da primeira rodada de concessão, de evitar monopólio, caso o operador de Guarulhos arremate o Galeão, não é consistente.

Embora os dois aeroportos concentrem 84% do voos internacionais, o professor argumentou que eles detêm 26% dos passageiros no Brasil.

— Dizer que isso é monopólio é uma falácia — destacou o professor, para quem os dois aeroportos não competem entre si.

Moreira Franco admitiu que as mudanças de última hora às vésperas do anúncio do edital do leilão — que reduziram a linha de corte de experiência mínima de passageiros de 35 milhões para 22 milhões por ano no caso do Galeão — não devem atrair muito mais empresas para a disputa, conforme antecipou O GLOBO na edição de ontem.

— Devem ser de cinco a seis (grupos) podendo chegar a oito — disse o ministro, sem mencionar nomes.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, lembrou que alguns dos concorrentes que se apresentaram no último leilão de aeroportos nunca tiveram contato com o governo e que, por isso, novos grupos poderão aparecer de última hora. Antes da publicação do edital, o governo trabalhava com seis consórcios, incluindo operadores de oito países.

Com a mudança no limite de experiência mínima, operadores de ao menos mais dois aeroportos (Gatwick, na Inglaterra, e Melbourne, na Austrália), poderiam entrar na disputa. Mas alguns analistas avaliam que o tempo é curto para a formação de novos consórcios.

INFRAERO PODE TER FATIA MENOR EM PRÓXIMO LEILÃO

No caso de Confins, a experiência mínima exigida caiu para 12 milhões de passageiros por ano. Alguns analistas apontam o aeroporto como o patinho feio do leilão, pelo interesse reduzido no terminal. Um dos pontos que têm causado insegurança entre os investidores é a necessidade de construção de uma segunda pista.

Moreira Franco disse ontem que a exigência da nova pista, com data prevista até 2020, visa a dar mais segurança às operações do aeroporto. Ele afirmou que o governo não abrirá mão dessa obra. No caso do Galeão, a terceira pista ficou com a data em aberto. Grandes obras, como a construção de 26 pontes de embarque e a ampliação de pátios da aeronave, têm previsão de conclusão em 2016. Segundo Moreira Franco, o governo avalia reduzir a fatia da Infraero nos consórcios que disputarão os próximos leilões.

Ele afirma que já há um debate nesse sentido, mas não há qualquer decisão tomada. A fatia da Infraero hoje é de 49% nos consórcios. Especialistas apontam os aeroportos de Manaus e de Recife como os candidatos à nova rodada de leilões.

— Houve reiteradas sugestões feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para diminuir a participação da Infraero. Isso tem levantado um debate no governo. Mas eu sempre digo que a melhor política é a do jegue: passos curtos e firmes, que evitem atoleiros — disse Moreira Franco.

Origem: O Globo, 5/10/2013

L’Oréal vai abrir centro de pesquisa no Rio

Gigante francesa quer usar a diversidade étnica do país como laboratório. Investimentos somam R$ 400 milhões até 2014

Danielle Nogueira

Crioula de olho azul, loura com cabelo bombril, índia com sotaque do Sul. A diversidade étnica brasileira que inspirou os Paralamas do Sucesso no hit “Lourinha Brasil” também é fonte de inspiração no mundo dos negócios. Diante da miscigenação do povo brasileiro, apontada como única no mundo, a gigante francesa de cosméticos L’Oréal quer fazer do país um grande tubo de ensaio para desenvolver e testar novos produtos que poderão ser vendidos não apenas aqui, mas também em outros mercados. Para isso, pretende abrir um novo centro de pesquisa no Rio, o sexto da empresa no mundo, em 2015.

Com investimento estimado em R$ 120 milhões — de um total de R$ 400 milhões a serem aplicados entre 2012 e 2014 —, o centro reforça a importância que o Brasil vem ganhando na estratégia global da empresa. O país, que até julho deste ano era considerado parte da América Latina no planejamento da companhia, foi “desmembrado” e passou a ter status de região independente. Algo que não acontece nem com a China, mantida no Sudeste Asiático na nova geografia de negócios da L’Oréal, que dividiu o planeta em oito regiões. Antes da revisão global, eram cinco áreas.

País tem oito diferentes tipos de cabelo

A mistura de raças no Brasil é tamanha que é possível encontrar no país os oito tipos de cabelo catalogados pela empresa francesa, do mais liso (que representa 18% da população feminina brasileira) ao mais crespo (2%). Esta diversidade, aliada à vaidade da brasileira, faz do Brasil o maior mercado de produtos para cabelo no planeta. Somos também o primeiro em desodorantes, o segundo em unhas e o segundo em cuidados com a pele — incluindo cremes e protetor solar. Com tantas posições de liderança, a indústria de beleza nacional vem se expandindo. Ano passado, movimentou R$ 36 bilhões, fatia que correspondeu a 6,6% do total movimentado pela indústria global.

— Queremos não apenas crescer no Brasil, mas também usar o Brasil como fonte de inovação e inspiração para nós mundialmente. Por isso, decidimos criar esse novo centro de pesquisa — disse Jean-Paul Agon, presidente mundial da L’Oréal, que esteve no Rio há duas semanas.

Meta é dobrar base de clientes em 15 anos

O centro deve ter 160 pesquisadores, dobro do atual número de profissionais que trabalham em pesquisa no país. Hoje, esse grupo atua em um laboratório na fábrica que a L’Oréal mantém no Rio, no Jardim América — a companhia também tem uma fábrica em São Paulo. Entre os produtos desenvolvidos por eles que serão lançados internacionalmente está a série Expert Absolut Control, que usa manteiga de murumuru, fruto típico da Amazônia. São produtos como este que Agon quer ver cada vez mais em vitrines mundo afora.

— Estamos dobrando os investimentos no Brasil até 2014. Dos R$ 400 milhões previstos, metade será para novos projetos e a outra metade para projetos já em andamento. E também estamos expandindo nossa equipe — disse Didier Tisserand, presidente da L’Oréal Brasil.

Nos últimos anos, a L’Oréal também abriu centros de pesquisa em outros países emergentes. China e Índia já têm os seus. Os demais ficam na França, nos Estados Unidos e no Japão. Essa mudança de foco para “os novos mercados” vem na esteira do crescimento econômico dessas nações, que permitiu a ascensão social de uma nova classe média, com enorme disposição para o consumo. E atende à meta da L’Oréal de dobrar para dois bilhões sua base de clientes nos próximos dez a 15 anos.

— É a grande mudança que estamos vivenciando agora, em termos de desenvolvimento econômico. Uma estimativa feita pelo Boston Consulting Group mostra que, em 2010, a classe média era forma por 1 bilhão de pessoas no mundo. Em 2020, serão 2,7 bilhões — afirma Agon.

O executivo acredita que o Brasil deve alcançar o quinto lugar no ranking de principais mercados para a L’Oréal “em breve”, desbancando o Reino Unido. O líder da lista são os Estados Unidos, seguidos por França, China e Alemanha. O Brasil está em sexto, respondendo por 4% do faturamento global da L’Oréal. No primeiro semestre, a receita internacional do grupo foi de € 11,7 bilhões, alta de 5,4% em relação a igual período de 2012. No Brasil, o ritmo de crescimento foi três vezes maior.

GOVERNO DO RIO ARCARÁ COM PARTE DO VALOR DO TERRENO

Liberação da área, na Ilha de Bom Jesus, é prevista para fim de outubro, com cinco meses de atraso

Danielle Nogueira

A rapidez com que o Brasil avança no consumo de produtos e serviços contrasta com a burocracia para abrir novos negócios. O memorando de entendimentos assinado em setembro de 2012 entre L’Oréal e o governo do Estado do Rio previa o início da construção do centro de pesquisa da empresa em maio deste ano e inauguração no fim de 2014. Mas a dificuldade de liberação do terreno, na Ilha de Bom Jesus, ao lado da Ilha do Fundão, quase fez a empresa desistir de tudo, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno.

O centro de pesquisa da L’Oréal ficará no chamado Polo Verde, área contígua ao Parque Tecnológico da UFRJ, onde centros de pesquisa com infraestrutura ecologicamente correta vão se instalar. A L’Oréal foi a segunda empresa a acenar que iria para lá, a primeira foi a General Electric (GE). Os terrenos, hoje de posse do Exército, estão sendo comprados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e revendidos para as empresas interessadas.

Além das dificuldades na obtenção das diversas licenças, o Exército exigiu uma reavaliação dos terrenos em junho passado, que elevou os valores dos lotes. A área onde ficará o centro da L’Oréal passou de R$ 17 milhões, numa primeira avaliação, para R$ 21 milhões. A empresa torceu o nariz, e o governo, para viabilizar o negócio, decidiu arcar com a diferença de R$ 4 milhões. Também vai prover toda a infraestrutura comum da ilha.

— O sistema burocrático brasileiro é no business (antinegócio) — diz Bueno.

Solucionadas as pendências, a Codin assinou na última segunda-feira documento por meio do qual o Exército se compromete a liberar o terreno no fim de outubro. A L’Oréal reconheceu que “houve um atraso decorrente da complexidade do projeto, que envolve diversos atores, como autoridades estaduais e Forças Armadas”, mas reafirmou sua intenção de crescer no país.

Aqui, a companhia pode colocar em prática o conhecimento adquirido ao longo de um século de existência. Foi no início do século XX que o jovem químico Eugène Schueller conseguiu com suas pesquisas científicas chegar a uma fórmula de tinta para coloração dos cabelos que não os agredisse. Batizado de Auréole, este conceito foi a primeira tentativa bem-sucedida de desenvolver uma tintura segura. Os produtos da sua empresa, que se chamava Societé Française de Teintures Inoffensives pour Cheveaux, mais tarde L’Oréal, passaram a ser vendidos para os salões de beleza mais sofisticados de Paris. No Brasil, os produtos para cabelo representam 65% das vendas da empresa.

Origem: O Globo, 5/10/2013

Primeiro “piscinão” da Praça da Bandeira será inaugurado no mês que vem

Reservatório para 18 mil litros será inaugurado no mês que vem

Luiz Ernesto Magalhães

A Praça da Bandeira ganhará já este ano um alívio no problema crônico de enchentes com as chuvas de verão. A prefeitura inaugura em novembro o primeiro dos cinco reservatórios (piscinões) para armazenar água de chuvas. A estrutura se encontra em fase de acabamentos: 85% das obras já terminaram. A medida é considerada um alívio, mas a solução definitiva só estará disponível no verão de 2014/2015, quando todas as obras ficarem prontas, já que houve atraso no cronograma original. O primeiro piscinão, que tem formato cilíndrico, tem capacidade para receber 18 milhões de litros de água e fica numa praça próxima à Rua do Matoso. A estrutura será subterrânea e captará o volume excedente que a rede de drenagem não for capaz de escoar. As comportas serão reguladas por bombas hidráulicas, operadas à distância por técnicos do Centro de Operações Rio.

— O projeto de drenagem tomou por base uma série histórica das maiores chuvas na região nos últimos anos. A nova rede funcionará em paralelo ao sistema atual, aumentando a capacidade de captação das chuvas da Praça da Bandeira — explicou o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

As obras completas de combate a enchentes também se estendem à Tijuca e a Vila Isabel. Mas elas só serão concluídas no fim de 2014 e não até a Copa do Mundo, em junho, como planejava inicialmente a prefeitura. Ao todo, os cinco reservatórios terão capacidade para armazenar cerca de 260 milhões de litros d’água. Com o término das obras, as praças serão reurbanizadas para servir como áreas de lazer.

A prefeitura justificou o atraso no cronograma das intervenções alegando que os projetos sofreram modificações em relação ao que foi concebido. O plano original, por exemplo, previa a construção de um piscinão de grande porte na Avenida Maxwell, no estacionamento de um supermercado, mas foi reavaliado devido aos custos de indenizações. A opção foi construir dois reservatórios menores, mas as obras nem começaram: os processos de desapropriação dos terrenos para a implantação de piscinões na Rua Heitor Beltrão (70 milhões) e no Alto Grajaú (50 milhões de litros) ainda não terminaram. Prefeitura e proprietários ainda discutem os valores das indenizações na Justiça do Rio .

Apesar do atraso, a conclusão do primeiro reservatório é recebida com esperança por comerciantes da Praça da Bandeira. Mas, no bairro, ainda há desconfiança quanto à eficácia do primeiro piscinão.

— O fato de o primeiro reservatório ficar pronto antes do verão sinaliza que estamos mesmo diante de uma solução. Mas não é demais lembrar que o volume das enchentes no bairro sempre surpreende — diz Mariana Rezende, proprietária do Bar da Frente (Rua Barão de Iguatemi)

Até a Copa, mais dois piscinões para 75 milhões de litros (Praça Niterói) e 45 milhões de litros (Praça Varnhagen) serão concluídos. Na mesma época, termina a implantação de um desvio de 2,4 quilômetros do leito do Rio Joana, que será ligado a um complexo de túneis que deságua na Baía de Guanabara. A implantação do projeto custará R$ 292 milhões em recursos da prefeitura e da União.

Origem: O Globo, 05/10/2013

Hotel Glória, de Eike, só ficará pronto depois da Copa de 2014

O primeiro cinco estrelas do Brasil ficará de fora do maior evento esportivo mundial após problemas de caixa com as empresas do grupo EBX

Primeiro cinco estrelas do Brasil, o Hotel Glória ficará de fora da Copa do Mundo de 2014. O prospecto enviado a potenciais investidores pela companhia suíça Acron – que negocia a compra do hotel com a REX, braço imobiliário do grupo EBX – prevê a conclusão das obras apenas no quarto trimestre de 2015.

O material publicitário indica a rede Four Seasons como o provável operador do Glória. O contrato de gestão será de, no mínimo, 20 anos. À frente de hotéis e resorts de luxo no mundo todo, o grupo ainda não está no Brasil.

Leia mais: Vida pós-calote: a nova rotina do ex-bilionário Eike Batista

Para seduzir investidores internacionais e selar o acordo definitivo com Eike Batista, a Acron promete colocar o Glória Palace Hotel no “Top 10” dos hotéis de luxo do mundo. A tradição do hotel, famoso por receber 19 presidentes ao longo de oito décadas – da abertura, em 1922, ao ano 2000, quando fechou – é mencionada pela Acron.

A companhia suíça destaca ainda que o hotel fica a poucos metros do mar, perto do aeroporto Santos Dumont, do centro da cidade e da Marina da Glória, que receberá competições dos Jogos Olímpicos de 2016.

A Acron pretende formar um fundo de investidores que será remunerado de acordo com a receita de ocupação. O pagamento da primeira parcela, de R$ 250 milhões para adesão ao negócio, está previsto para o dia 24. Outros R$ 250 milhões seriam aportados até novembro de 2015.

Os R$ 500 milhões do negócio incluem o preço do prédio (R$ 220 milhões) e os R$ 350 milhões da obra. O hotel foi comprado por Eike em 2008, ao preço de R$ 80 milhões. O grupo de investidores representado pela Acron também se candidataria a assumir o contrato de financiamento com o BNDES, que aprovou o empréstimo de R$ 190,6 milhões, dentro do programa de incentivo a investimentos à rede hoteleira para a Copa de 2014.

Até agora houve apenas liberação de parte dos recursos, de R$ 50 milhões, em novembro de 2012. Com a reforma do hotel praticamente parada, o financiamento segue também em suspenso no banco.

Origem: O Estado de S. Paulo, 5/10/2013

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