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Rio perde R$ 27 bilhões com engarrafamentos

Estimativa é de estudo da Firjan, que considera apenas o custo das horas de trabalho perdidas nos congestionamentos, que chegam, em média, a 130 quilômetros por dia

Daniel Pereira

A sabedoria popular não se engana quando diz que “tempo é dinheiro”. Um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) comprova a tese e mostra que, no ano passado, o custo dos congestionamentos na cidade foi de R$ 27,2 bilhões, com média de 123 quilômetros por dia. Com este dinheiro seria possível construir três vezes a Linha 4 do MetrôRio e ainda sobrava troco (o projeto que liga Ipanema à Barra da da Tijuca custa R$ 8,5 bilhões).

Atualmente, cada minuto que o carioca perde no trânsito equivale a R$ 0,51. Os números levam em conta apenas o “tempo econômico” que é perdido. Ou seja, a remuneração média do trabalhador local por minuto que ele passa no engarrafamento.

“Todo mundo perde. Porque fica tudo mais caro. As indústrias sabem que uma carga pode atrasar e as transportadoras cobram mais caro para entregar. O resultado é que a mercadoria vai custar mais. Aí, ela vende menos e recolhe menos impostos. É um efeito cascata”, disse o especialista em competitividade industrial da Firjan, Riley Rodrigues de Oliveira.

Como tudo que é ruim pode ainda piorar, a previsão é de que, em 2013, considerado pelas autoridades o pior ano do trânsito no Rio, os engarrafamentos cheguem a 130 quilômetros por dia e consumam R$ 29 bilhões. Porém, depois da tempestade vem a bonança. Com os investimentos em mobilidade urbana previstos, esse total deve cair em 2016 para R$ 26,6 bilhões ao ano, com congestionamento diário médio de 120 quilômetros. O estudo só considera as obras que já têm aporte financeiro garantido ou já foram iniciadas como a construção da Linha 4 do MetrôRio, os quatro corredores do BRT e o VLT (veículo leve sobre trilhos).

“Somos totalmente a favor das obras. Mas só isso não vai resolver por muito tempo. Ano que vem a coisa vai melhorar um pouco, mas, mesmo com as obras terminadas, em 2017 já teremos uma situação muito semelhante a de hoje, com engarrafamentos diários de 129 km por dia”, estimou, lembrando que, “o pobre, que mora mais longe do trabalho, é o que paga maior parte desta conta.”

Perda pagaria principais projetos de transportes na cidade até 2016

Com os R$ 27,2 bilhões que viraram fumaça nos engarrafamentos no ano passado, seria possível pagar os principais projetos de mobilidade urbana previstos para o Rio de Janeiro até 2016. E ainda sobrariam R$ 9 bilhões. Afinal, juntos eles são da ordem de R$ 18 bilhões.

Os BRTs demandam investimentos da ordem de R$ 6 bilhões (Transbrasil – R$ 1,13 bi; Transolímpico – R$ 2,3 bi; Transoeste – R$ 770 milhões e Transcarioca – R$ 1,8 bi). Já os dois projetos para metrô (linhas 3 e 4) exigem aporte de R$ 11 bilhões. A linha 3 custa R$ 2,5 bi e terá 22 quilômetros de extensão, ligando as cidades de Niterói e São Gonçalo.

Já a linha 4 ligará a zona Sul do Rio à Barra da Tijuca e custará R$ 8,5 bi. E, finalmente, o VLT que circulará pelo centro e região portuária tem custo avaliado em R$ 1,1 bilhão. “Estas obras são fundamentais e urgentes, mas não serão capazes de resolver o problema”, disse o especialista da Firjan Riley Rodrigues.

Solução passa por reorganização urbana

Se as intervenções anunciadas não passam de paliativos, o que fazer para evitar os engarrafamentos? A Firjan destaca ser fundamental que os governos dêem incentivos fiscais para reorganizar a distribuição da cidade. A ideia é levar emprego para outras áreas e assim diminuir a concentração de pessoas circulando no Centro e na Zona Sul. Os números mostram que, atualmente, 60% do fluxo da Região Metropolitana do Rio tem origem/destino (ou ambos) na capital.

“Tem que mudar a forma de pensar. E ainda fazer muita obra. Por exemplo, hoje, a Via Light liga o nada a lugar nenhum. Ela precisa chegar até a avenida Brasil e depois ao Parque Madureira. Isso desafogaria em 40% o trânsito da via Dutra. Outra coisa urgente é construir nova ligação entre Rio e Niterói, de preferência um metrô sob a Baía de Guanabara”, disse o técnico da Firjan, Riley Oliveira, acrescentando que os trens da SuperVia precisam chegar até Itaguaí, área que está em crescimento acelerado.

Oliveira ressaltou também a necessidade de se investir mais em transporte aquaviário. “Não é uma questão de querer ou não. É uma obrigação dos governos. No mais é incentivar o uso de transporte de massa e não o de carros”, concluiu.

Frota de carros cresce 64% em 12 anos

A realidade não é nada boa. Nos últimos 12 anos, a frota de carros particulares no Rio de Janeiro cresceu 64%. Hoje, temos um veículo para cada 2,4 habitantes. E uma frota de 2,7 milhões de possantes. No mesmo período, a população aumentou apenas 10%, terminando o ano passado com 6,4 milhões de habitantes. Ou seja, “nasceram” mais carros do que pessoas.

Para ter uma ideia do que isso representa, se existisse um estacionamento capaz de abrigar todos os veículos motorizados do Rio, ele ocuparia 57 km² de área (considerando espaço de 50cm entre os veículos). Em termos comparativos, transformaríamos em garagem os bairros de Botafogo, Flamengo, Laranjeiras, Copacabana, Ipanema, Lagoa, Gávea, São Conrado, Leblon, Jardim Botânico, Cosme Velho, Catete, Leme, Rocinha, Urca, Humaitá, Vidigal, Catumbi, Santa Teresa, Centro, Saúde e Glória.

Outro dado alarmante é que o avanço da participação do transporte individual passou de 24%, em 1995, para para 27%, em 2011. Ou seja, as pessoas estão usando mais carros particulares.

A Firjan aponta que o perfil de quem usa carro é diferente daquele que prefere transporte público Um pode acordar mais tarde, já o outro tem que pular mais cedo da cama para não perder a hora do trabalho. E assim, o rush se estende das 6h até às 9h45 e das 16h às 19h45, ou seja, em um terço do dia, há engarrafamentos no Rio.

Origem: O Dia, 6/10/2013

Revitalização da Zona Portuária – Projetos sustentáveis e de alto padrão

EMPRESAS VÃO TER SEDES SUSTENTÁVEIS E DE ALTO PADRÃO

Projetos aprovados para o Porto Maravilha investem em conforto para suprir a demanda das grandes corporações

Empreendimentos construídos com a premissa de sustentabilidade e alto padrão vão ajudar a compor a nova Zona Portuária do Rio. Sofisticação e tecnologias de ponta devem se aliar a conceitos de integração urbana. O primeiro a ser lançado na região, o Complexo Porto Atlântico tem ocupação média de 28 mil metros quadrados divididos em dois terrenos, o Porto Atlântico Leste e o Oeste.

A construção é fruto de uma parceria entre a Odebrecht e a incorporadora Performance e reunirá em um único espaço edificações corporativas, comerciais, hoteleiras (com 450 quartos) e lojas. As salas comerciais e a torre corporativa do Porto Atlântico Leste têm pré-LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que prevê a adoção de medi das para aumentar a eficiência no uso de recursos. O foco é a redução de impactos socioambientaiS.

“Queremos construir um espaço com elevado padrão de conforto e segurança, mas aberto ao entorno, que se comunique com a rua e com as pessoas”, afirmou Rodrigo Meio, diretor regional da Odebrecht.

O Porto 1 é o segundo da fila e deve ser lançado ainda es se mês, na Rua Almirante Mariath, próximo ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into). Voltado para atender às demandas de grandes e médias empresas, em especial às que estão ligadas à exploração do petróleo na área do pré-sal, também incorpora o conceito de sustentabilidade, como selo LEED pré-certificado pelo Green Building Council.

PORTO É SAÍDA PARA MERCADO SUPERSATURADO

Luiz Henrique Rimes, diretor nacional de negócios da João Fortes, acredita que investir na região portuária foi a sai da para o mercado especializado no atendimento do público corporativo continuar crescendo.

“Nos últimos três anos, os lançamentos comerciais, com salas para profissionais liberais e pequenas empresas, saturaram as regiões da Barra, Tijuca, Recreio e Centro”, analisou.

A construtora aposta que a cadeia produtiva de exploração do pré-sal vá se instalar no Porto, e para receber essas empresas e trabalhadores, a Porto 1 estará lá.

INFRAESTRUTURA SERÁ BOM MOTIVO PARA COMPRA DE UNIDADE

Os benefícios da modernização do Porto não vão contemplar apenas os empresários que trabalharão no local. “Também na visão de quem compra, a região com quase cinco milhões de metros quadrados será ótima para tudo, seja morar, trabalhar e investir. Está sendo feito praticamente um bairro novo e com localização privilegiada, inclusive com uma linda vista para a Baía da Guanabara”, aposta Mario Amorim, diretor-geral da Brasil Brokers no Rio.

Além disso, os empreendimentos vão contar com infraestrutura de alto padrão, que inclui cabeamento em fibra ótica, novas vias de deslocamento, implantação do VLT e uma rede pluvial toda refeita.

“O Porto Maravilha vem preencher o espaço que o Centro precisava para crescer. Há mais de 25 anos que o mercado não conseguia oferecer renovação de imóveis na região”, disse Amorim.

Luiz Henrique Rimes, diretor nacional de negócios da João Fortes — responsável pelo Porto 1 — estima que cerca de 30 projetos estejam nesse momento em aprovação na prefeitura.

Origem: O Dia, 6/10/2013, Caderno de Imóveis

Opinião: “A revitalização que passa pela Zona Portuária”

A revitalização que passa pela Zona Portuária

O redesenho da cidade implica também intervenções no eixo que vai da Zona Norte ao subúrbio, área onde há rede de serviços públicos mas é mal aproveitada

Em razão dos compromissos assumidos na escolha do Rio para sede das Olimpíadas de 2016, a cidade, inicialmente, limitou ao eixo da Barra da Tijuca boa parte dos investimentos impostos pelos Jogos.

Foi equivocada a decisão de concentrar inversões ligadas aos Jogos naquela faixa da Zona Oeste, onde as consequências de uma urbanização mal planejada reclamam não apenas intervenções urbanísticas, mas uma profunda revisão da política de ocupação da região. Mas, jogo jogado, deu-se em seguida uma correção de rumo, em razão de o município ter encampado, e passado a tocar, o projeto de reurbanização e revitalização da Zona Portuária, para onde irão alguns equipamentos das Olimpíadas.

Com obras em andamento, o Porto Maravilha resgatará para a vida dinâmica da cidade uma vasta área que, abandonada e relegada à degradação nos anos 60, agora se abre para o futuro do Rio.

Ao fim das obras na Zona Portuária, a cidade terá reincorporado uma área sub-aproveitada, ou simplesmente abandonada, de cinco milhões de metros quadrados, que se estende pelo Centro, Caju, Gamboa, Saúde e Santo Cristo. O movimento de terras ali, grandioso, prevê entre outras intervenções a demolição de parte do Elevado da Perimetral, a transformação da atual Rodrigues Alves em via expressa e a construção da Via Binário do Porto, que cortará toda a região da altura da Praça Mauá até a Rodoviária Novo Rio. São 70 quilômetros de vias. Ainda estão sendo reconstruídos 700 quilômetros de infraestrutura urbana (água, esgoto, iluminação, drenagem e telecomunicações), implementados 17 quilômetros de ciclovias e plantadas 15 mil árvores. Mais: boa parte do financiamento é oriunda da cobrança de uma espécie de mais-valia, paga pela iniciativa privada em troca do aumento da área construída de prédios da região. Um alívio para os cofres públicos.

Mas o redesenho da cidade também passa por outra área com grandes demandas — a região que se estende da Zona Norte ao Subúrbio. Há exemplos de recentes de bem sucedidas intervenções na área, como a criação do parque de Madureira. Mas, obviamente, é pouco. Trata-se, em boa parte, de uma área, principalmente no eixo que costeia a Avenida Brasil, que já dispõe de infraestrutura instalada (vias, energia elétrica, telefonia, água e rede sanitária, trens), mas cuja ocupação deveria ser otimizada. Até mesmo com a construção, nesses trechos, de bairros populares, alternativas viáveis ao adensamento de favelas que compromete a qualidade vida de seus moradores e dos habitantes desse entorno. É preciso aproveitar a revitalização do Porto e interligá-la à Zona Norte e subúrbios. Será uma forma de melhorar a utilização de investimentos já feitos em infraestrutura e criar novas alternativas de ocupação à Zona Oeste, onde tudo ainda precisa ser feito.

Origem: O Globo, 6/10/2013

Mercado imobiliário – Imóveis de luxo

A Conartes, construtora de alto luxo, lançará três projetos até o fim do ano. Dois deles ficarão em BH e um em São Paulo. Devem somar R$ 455 milhões em vendas.

Origem: O Globo, 5/10/2013

Mercado imobiliário – Mangaratiba

Resort

A portuguesa Temple lança hoje a 3a fase do Rio Marina Resort, residencial em Mangaratiba. Terá sete edifícios e marina com 930 vagas. Já vendeu 450 unidades.

O valor de vendas é de R$ 250 milhões.

Origem: O Globo, 5/10/2013

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