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Rio de Janeiro terá mais de 11mil imóveis até dezembro

Unidades, a partir de R$ 149 mil, contam com financiamento e o FGTS pode ser usado

Cristiane Campos

Construtoras pisam no acelerador e preparam o lançamento de 11.600 unidades até dezembro, distribuídas em todo o Rio. Para se ter ideia, há oportunidades a partir de R$ 149 mil em um residencial em Campo Grande que será comercializado pela imobiliária Fernandez Mera.

Várias empresas prometem empreendimentos para este trimestre. Vale lembrar que, com o novo limite para com pra do imóvel utilizando re cursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), de R$ 750 mil, será mais uma forma de garantir a aquisição do bem, além de ajudar a impulsionar o mercado.

“A alteração beneficia, principalmente, quem compra imóvel na planta. Um apartamento comprado por R$ 400 mil há dois anos, na época ele estaria enquadrado no antigo valor. Mas, com a valorização, na hora de dar entrada no financiamento, talvez não seria possível usar o fundo porque o imóvel esta ria valendo além dos R$ 500 mil. Com o novo teto fica mais fácil”, explica Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário da Caixa.

E por falar em valorização, pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi Rio) aponta os bairros que mais valorizaram entre agosto e setembro. Bangu foi o local que registrou a maior variação, com o metro quadrado passando de R$ 2.425 em agosto para R$3.152 em setembro. Aumento de 29,96%. Em seguida aparecem Gávea e Laranjeiras, com 14,35% e 13,61% respectivamente.

A Zona Oeste continua em crescente valorização. Na Barra da Tijuca, o valor do metro quadrado em agosto foi de R$ 8.583 e em setembro chegou a R$ 9.250 (7,78%). Já o Recreio dos Bandeirantes apresentou 9,93% de variação, com R$ 6.373 em agosto e R$ 7.005 em setembro.

Imobiliárias apontam cenário positivo este ano

As imobiliárias do Rio se preparam para atender à demanda expressiva deste semestre. A Brasil Brokers estima comercializar seis mil unidades até dezembro. Já a Fernandez Mera terá 5.600 oportunidades entre residenciais e comer ciais no Rio e em municípios como Mangaratiba, Penedo, Itaboraí, e Itaguaí, local onde a empresa vai inaugurar uma filial pa ra atender toda a Costa Ver de. A nova loja recebeu investimentos de cerca de R$ 125 mil e a expectativa é atingir R$ 520 milhões em vendas até o final do ano.

Na Sawala, o cenário também é positivo. Conforme Sandro Santos, diretor da empresa, setembro foi o segundo melhor mês deste ano em termos de resulta dos. “As previsões continuam muito boas, principalmente em Campo Grande, bairro que está com vários lançamentos importantes. Com certeza vamos ultrapassar a meta de 2012″, afirma o executivo.

Para todos os perfis e bolsos

As várias as opções para compra de imóvel no estado. São unidades dentro do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ e também para o médio e o alto padrões. Uma das regiões que vem conquistando no vos empreendimentos no município do Rio é o Grande Méier.

O Refinatto, da Calçada em parceria com a Newserrat, por exemplo, terá 496 unidades com preço médio de R$ 349 mil. No Engenho de Dentro, a Santa Cecília lança este mês o Stadio Residencial. O terreno fica em frente ao estádio João Havelange (Engenhão) e terá 308 unidades, lazer completo, e valores a partir de R$ 296 mil.

No Recreio dos Bandeirantes, o Heaven, da Leduca, vai contar com 231 unidades que servirão para acomodar jornalistas internacionais nos Jogos Olímpicos de 2016. A Life também investe no bairro da Zona Oeste e prepara dois lançamentos: Gran Genaro e Sunset Point.

Fora do Rio, as chances estão no Residencial Casuarinas, em Araruama, que será comercializado pela Latcher; e no Ocean Garden, da João Fortes Engenharia, em Cabo Frio.

Origem: O Dia, Caderno de Imóveis 13/10/2013

Obras do Arco Metropolitano estão próximas de terminar

Com 78% do projeto executado, as intervenções têm foco atualmente na pavimentação. Os serviços de terraplanagem e drenagem estão sendo finalizados, faltando apenas pequenos trechos

Aguardadas há mais de 30 anos, as obras de construção do Arco Metropolitano, que ligará os municípios de Itaboraí e Itaguaí, entraram na reta final. Com 78% do projeto executado, as intervenções têm foco, agora, na pavimentação. Além disso, mais de 70% das 157 chamadas obras de arte – 74 viadutos e pontes, 80 passagens e três passarelas – já estão prontas.

Os serviços de terraplanagem e drenagem estão sendo finalizados, faltando apenas pequenos trechos em processo de desapropriação. Até o momento, foram feitas 1.694 desapropriações e empregados 3.421 trabalhadores e 686 máquinas e equipamentos nas intervenções.

Construído pela Secretaria de Obras, o Arco Metropolitano é uma parceria com o Governo Federal, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).“O Arco é fundamental para desafogar o tráfego e facilitar o acesso das cargas ao Porto de Itaguaí, além de reduzir o tempo de movimentação de produtos pelo estado”, disse o vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

Do total dos 145 quilômetros da rodovia, coube ao Estado construir o chamado trecho virgem, de 70,9 quilômetros, que liga Duque de Caxias a Itaguaí, atravessando Nova Iguaçu, Japeri e Seropédica. O trecho vai do entroncamento da BR-040 (Rio-Juiz de Fora), em Caxias, ao acesso ao Porto de Itaguaí, na BR-101, cortando a BR-040, a BR-465 (Rio-São Paulo), a BR-116 (Via Dutra) e a BR-101 (Rio- Santos). O empreendimento está orçado em R$ 1,6 bilhão.

“A obra irá estruturar a malha rodoviária da Região, através da conexão dos cinco grandes eixos rodoviários do país – Rio-Santos, Rio-São Paulo, Rio-Belo Horizonte-Brasília, Rio-Bahia e Rio-Vitória” afirmou o secretário de Obras, Hudson Braga.

Origem: O Fluminense, 11/10/2013

Marriott e Mega terão hotel no Rio

Ana Paula Ragazzi

A Mega Realizações Imobiliárias fechou uma parceria com o grupo americano Marriott International para o lançamento de um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Pelo acordo, a bandeira do hotel será AC by Marriott – em 2011, o grupo americano comprou 50% da espanhola AC Hotels. A associação com a Mega representa a estreia no Brasil dessa marca – um hotel “design”, de quatro estrelas.

O Marriot será o administrador do hotel, que deverá estar pronto no primeiro trimestre de 2016 – a tempo da Olimpíada. O contrato assinado tem validade de 20 anos. Após os primeiros dez, o Marriot, unilateramente, decide se quer prorrogá-lo por mais 5 anos. Passado esse prazo, novamente a rede americana terá a prerrogativa de decidir se quercontinuar no comando por outros 5 anos.

Procurado pelo Valor, o Marriot, que tem capital aberto nos Estados Unidos, não se pronunciou por estar em período de silêncio, em função da divulgação de resultados. Walter Oaquim, presidente da Mega, disse que o hotel será vendido a investidores com um formato diferenciado. Em vez de colocá-lo dentro de um fundo imobiliário ou buscar compradores para os apartamentos, serão vendidas “partes ideais” do empreendimento.

Nesse modelo, o investidor não será dono de uma cota, mas sim de uma fração da área total construída – ao fechar o negócio, o investidor recebe uma escritura, atestada no Registro Geral de Imóveis (RGI), como acontece quando se compra um imóvel. Não haverá a venda, portanto, de valores mobiliários.

Como administrador do hotel, o Marriott deverá levantar receitas com a hospedagem, eventos, produtos e serviços comercializados no hotel. Depois de pagar todas as contas e retirar as taxas que cobra para operar e emprestar sua marca ao empreendimento, vai distribuir a soma restante como uma espécie de dividendo aos compradores das partes ideais.

“Inicialmente, a ideia era vender como um fundo imobiliário. No entanto, uma das exigências para empacotar o produto dessa forma seria uma garantia de rendimento mínimo por um período de cinco anos, com os quais os empreendedores não concordaram”, diz Oaquim. Além disso, pesou para a decisão o fato de pesquisas mostrarem que o investidor prefere ter em mãos uma escritura em vez de uma cota.

O hotel será dividido em 1.000 partes ideais. Desse total, 10% serão adquiridos por sócios e fornecedores do projeto, como a própria Mega, a Dominus, incorporado e construtora que erguerá o hotel, além de engenheiros e arquitetos envolvidos. As 900 partes restantes serão vendidas pelos corretores da imobiliária Patrimóvel. Cada uma será vendida a um preço médio de R$ 240 mil – a partir de três partes haverá descontos. O valor poderá ser financiado em até 37 vezes. O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em R$ 230 milhões. A compra das partes não dá direito de utilizar os quartos.

Ao comprar as frações, além de receber a escritura referente a seu pedaço no hotel, o investidor se associará a uma Sociedade em Conta de Participação (SCP). Essa sociedade terá um “sócio ostensivo”, como se diz no jargão do setor, que será a Rio Barra, Sociedade de Propósitos Específico (SPE) criada pela Mega e que figura como a dona do terreno em que o hotel será construído. É a Rio Barra que está vendendo as partes do empreendimento ao investidor e que também será a responsável por receber os recursos pagos pelo Marriott, recolher o Imposto de Renda (IR) e distribuir os dividendos aos investidores.

Como a Rio Barra não tem a expertise nesses procedimentos, contratou a Prodomus, especializada em serviços de gestão de quartos de hotéis, para cuidar dos pagamentos. A Prodomus é ligada à construtora Dominus e também será a responsável por fiscalizar e auditar os trabalhos do Marriott. Esse trabalho da Prodomus custará aos compradores das partes ideais uma taxa de 2% sobre os dividendos que irão receber.

“Esse modelo, conhecido como ‘pool hoteleiro’ evita a bitributação. Dessa forma, o imposto será pago apenas pela pessoa jurídica. A SCP foi criada apenas para que o comprador possa receber o dividendo já líquido do pagamento de IR”, explica Oaquim.

Os responsáveis pelo lançamento vão dispor de recursos para o capital de giro no primeiro ano de funcionamento do hotel. A Mega vai colocar R$ 3 milhões e o Marriot, R$ 2,5 milhões – se for necessário. Além disso, 1% do faturamento do hotel será destinado a uma reserva para dar conta de eventuais despesas extraordinárias. O Marriott cobra taxas pelo uso da bandeira, para marketing e um percentual do lucro obtido – os valores não foram revelados.

Quem comprar as partes ideais não será sócio do Marriott, que responde apenas pela gestão do hotel por um prazo de dez anos, prorrogáveis por mais dez.

Pelo projeto, o hotel terá 14 andares e 378 quartos, cada um com 25 metros quadrados e terá um total de 22 mil metros quadrados de área construída. O terreno está localizado no início da Barra, a 600 metros da praia e de grandes centros comerciais.

Segundo Oaquim, o empreendimento poderá atender tanto a um perfil de viajantes de lazer quanto de negócios. Estimativas internas indicam que o retorno para o investidor pode ser de 1% ao mês, líquido de imposto, se houver uma taxa de ocupação de 72%. Qualquer venda da parte ideal adquirida poderá ser feita através da transferência de escritura, como acontece com um imóvel. E ele acredita que, nesse momento, o investidor vai se beneficiar da valorização do empreendimento.

O terreno onde o hotel será construído é da família proprietária do Grupo Mega, que presta serviços de locação de equipamentos pesados, como guindastes, gruas e geradores. Ao decidir realizar o empreendimento no terreno, a empresa criou um novo braço, de realizações imobiliárias.

Origem: Valor Econômico, 11/10/2013

Elevado da Perimetral será interditado no dia 19 para demolição

Elevado da Perimetral será interditado ao trânsito, entre o Gasômetro e a Praça Mauá

Via Binária do Porto será inaugurada no mesmo dia

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

FERNANDA PONTES

A prefeitura do Rio acaba de anunciar que o Elevado da Perimetral será interditado ao trânsito, entre o Gasômetro e a Praça Mauá, a partir do próximo dia 19, dentro dos preparativos para a demolição da estrutura. Nesta data está previsto também a inauguração da Via Binária do Porto. O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, detalha, neste momento, uma série de mudanças de trânsito que ocorrerão nos próximos dias no Centro da cidade.

As mudanças já começam neste sábado e incluem a ampliação do horário de proibição de carga e descarga, a implantação de uma faixa reversível na Avenida Presidente Vargas pela manhã – a partir da próxima segunda-feira – e a extinção de 1.500 vagas rotativas na região do Centro para estimular o uso do transporte coletivo. Haverá reforços no transporte público, segundo a prefeitura.

Com 3.500 metros de extensão, a Via Binário é paralela à Avenida Rodrigues Alves. E será inaugurada sem o Túnel Oscar Niemeyer, que só ficará pronto em junho de 2014. Até lá, a pista em direção ao Viaduto do Gasômetro funcionará a partir da Rua Silvino Montenegro e, no sentido oposto, rumo à Avenida Rio Branco, será utilizada plenamente.

Segundo a prefeitura, a abertura e o bom funcionamento da Binário do Porto são fundamentais para a demolição da Perimetral, prevista para o fim do ano.

— Sem a Binário, fica impossível derrubar a Perimetral. Ela vai servir como alternativa para quem passa pelo viaduto, que vai ser demolido até o final do ano. Antes disso, precisamos fazer testes e simulações no trânsito — disse o prefeito Eduardo Paes, em entrevista ao Globo em agosto.

A prefeitura pretende realizar por toda a cidade uma campanha informando os caminhos alternativos para quem precisar se dirigir à Zona Sul e outros pontos da cidade pelo Elevado. A partir do dia 19, parte dos ônibus que vêm da Avenida Brasil, e entram no Centro via avenidas Francisco Bicalho, Rodrigues Alves e Presidente Vargas, retornarão a seus pontos de origem a partir do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Origem: O Globo, 11/10/2013

Planejar é indispensável

Francis Bogossian

Presidente do Clube de Engenharia, Presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj) e Vice-Presidente Executivo da Academia Nacional de Engenharia.

Planejamento é uma das principais carências da administração pública brasileira. Projetos de infraestrutura são quase sempre de longo prazo e raramente elaborados

com a devida antecedência. O governante nunca quer dar continuidade aos projetos de seu antecessor, pois quer investir apenas naquilo que levará a sua rubrica como realizador. Os mandatos no poder executivo são de quatro anos, mas na realidade as ações se concentram em três anos. Os primeiros seis meses são dedicados a entender o que receberam do antecessor e, no último semestre do mandato, as eleições paralisam a máquina.

É de se ressaltar que, no Brasil, os governos nem sempre cumprem todas as etapas de um projeto de engenharia, até porque querem inaugurar as obras antes do final do mandato. Da mesma forma que as cidades contam com um plano diretor, deveria também ser compulsória a elaboração de planos estratégicos, seguindo o modelo das grandes corporações. Os planos estratégicos sofrem alterações, de acordo com aspectos conjunturais e econômicos ao longo da sua duração, mas, de alguma forma, mantêm uma continuidade na sequência das ações planejadas.

A partir de planejamentos estratégicos, poderiam ser elaborados os estudos e projetos prioritários para as cidades, principalmente nos setores de infraestrutura, onde o horizonte é sempre de longo prazo, e, assim, viabilizar recursos, sem a necessidade de improvisos. Os investimentos são altos, a vida útil dos empreendimentos é longa e o dinheiro vem do contribuinte, é bom não esquecer.

E o improviso é uma irresponsabilidade, o que de pior pode acontecer neste segmento. Não deveria haver desculpas esfarrapadas para a falta de estudos e projetos, porque este custo corresponde a no máximo 10% do valor das obras.

A concepção e os estudos de viabilidade de um projeto são insuficientes para licitar uma obra, mas são indispensáveis para iniciar o processo. Diversos estudos, inclusive os de impactos ambientais, às vezes demorados, também devem fazer parte da fase de um projeto básico. É comum se ouvir que as obras públicas são sempre superfaturadas, de baixa qualidade, não obedecem a prazos, etc. Mas a primeira pergunta que deve se fazer é se antes da obra ser licitada foram cumpridas todas as etapas básicas de qualquer projeto de engenharia.

Muitas vezes, na pressa, isto não acontece e as obras são licitadas sem um projeto suficientemente detalhado. Há levantamentos que são determinantes para se orçar  corretamente uma obra. Ocorre que, como isso demanda tempo e não há a cultura do planejamento da administração pública, muitas vezes os governantes atropelam o  processo com o objetivo de acelerar a execução da obra. O resultado, no entanto, nem sempre é satisfatório. Após o início dos trabalhos, começam os problemas causados pelas falhas de projeto e os custos saem do controle.

Quanto maior e mais sofisticada for a obra, maior a necessidade de um projeto detalhado para oferecer transparência ao processo licitatório e melhor entendimento jurídico, garantindo o cumprimento de prazos e preços. Os governos não podem abdicar de contar com uma equipe, mínima que seja, de engenheiros dedicados a esta fase de elaboração dos estudos e projetos. Se o projeto executivo ficar a cargo da construtora, precisa partir de um projeto básico bem elaborado, com todas as etapas cumpridas, capaz de gerar orçamento e cronograma confiáveis.

Outro ponto, sempre esquecido pelos administradores públicos, reside nos serviços de manutenção. Uma obra de engenharia não pode prescindir de conservação. Este  deveria ser também um item obrigatório nas despesas dos governos, seja federal, estadual ou municipal. A vida útil de uma construção está diretamente ligada a um sistema rotineiro de manutenção preventiva e corretiva. Isto não é novidade, faz parte conceitual da engenharia civil e está consolidada através de normas técnicas nacionais e internacionais, manuais e práticas consagradas. Sempre, após cada desastre por falhas de manutenção, o assunto volta à pauta. Novas leis são criadas, exigências são impostas, mas com o tempo o evento cai no esquecimento, até uma nova tragédia.

É necessária uma mudança de mentalidade da administração pública para que evolua a maneira de se construir no país.

Origem: Jornal do Commercio, 10/10/2013

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