Maior arranha-céu de madeira do mundo é concluído em Vancouver

 

por Traduzido por Vinicius Libardoni

 

Cortesia de naturallywood.com

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“Torre de madeira”, “arranha-céu de compensado”, pode chamá-lo como quiser, mas a era da madeira já chegou. Brock Commons Tallwood House, o edifício da moradia estudantil da University of British Columbia (UBC), recentemente concluído em Vancouver

Vancouver
, ocupa atualmente uma posição de destaque no mundo da arquitetura – pelo menos até a próxima torre de madeira superar o que foi possível alcançar até agora.

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Projetado pelo escritório canadense Acton Ostry Architects Inc., o projeto surgiu de um esforço conjunto entre uma série de empresas e consultores, incluindo a Architekten Hermann Kaufmann, da Fast + Epp, da Áustria, e a GHL Consultants Ltd., juntamente com o renomado fabricante de uma série de produtos e embalagens de madeira, Structurlam.

“Descobrimos que trabalhando com madeira, poderíamos reduzir os prazos da obra. A montagem da estrutura de madeira foi incrivelmente rápida, mais rápido do que esperávamos “, explicou John Metras, Diretor Gerente de Desenvolvimento de Infra-estrutura da UBC.

 

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Alcançando uma altura de 53 metros, o edifício pode abrigar até 404 alunos e compreende uma mistura de unidades de quartos ou estúdios, espaços de estudo e convívio, e um lounge para os estudantes na cobertura. Com a equipe de projeto e construção trabalhando integradamente desde o início, o processo foi simplificado por um teste completo das conexões das peças de madeira através de uma maquete de dois pavimentos antes da construção no terreno. Isso não só permitiu à equipe testar a estabilidade estrutural, mas também ajudou a aprimorar o cronograma de obras.

Um modelo detalhado 3-D foi ainda mais importante para o processo da pré-fabricação, permitindo que diversas disciplinas discutissem e aplicassem as ideias antes da fabricação das peças e do início da construção. Devido ao planejamento meticuloso e à integração eficiente dos processos de projeto e construção, o Brock Commons foi concluído em apenas 70 dias após a fabricação e expedição dos componentes pré-fabricados – consideravelmente menor do que o tempo que teria levado para concluir a mesma obra em concreto.

 

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Surpreendentemente, apesar da madeira ser o principal material utilizado na estrutura, interiormente isso não é perceptível. A estrutura está oculta atrás de fechamentos em drywall e painéis de concreto, utilizados principalmente para atender aos códigos de segurança contra incêndios, e consequentemente, acelerar a aprovação junto às autoridades competentes. Apesar de que, possivelmente isso seja motivo para algumas críticas do projeto, os profissionais responsáveis por esta imensa construção em madeira parecem ligar pouco para os aspectos negativos disso. Não só é economicamente viável, mas também devido ao manejo florestal sustentável, constitui um modelo de construção totalmente favorável ao meio ambiente. É leve e, portanto, menos propensos a danos durante os terremotos, e ainda, o mais importante, devido aos elementos pré-fabricados envolvidos, resulta em um processo de construção rápido e sem complicações, contribuindo muito pouco para o tráfego no local, poluição e ruído.

O recente desenvolvimento tecnológico certamente permite que processos e materiais de construção sejam mais eficientes. Cada vez mais arquitetos tem optado pela construção em madeira em vez de concreto e aço, também por causa da crescente conscientização à respeito das questão climáticas. Vários projetos de construção massiva em madeira  já estão em andamento em todo o mundo, e mais recentemente, em junho, o projeto do Terrace House projetado pelo escritório de Shigeru Ban foi apresentado – construído em Vancouver, será mais alto que o Brock Commons, e em breve receberá o título de “a construção híbrida em madeira mais alta do mundo”.